Direito segue como um dos cursos mais disputados do país, e a corrida por vaga ficou ainda mais dura neste ciclo. Faltam pouco mais de dois meses e meio para o ENEM 2026, marcado para os dias 8 e 15 de novembro, e as primeiras notas de corte parciais do Sisu já sinalizam alta em relação ao ano passado — em algumas federais, o salto passou de dez pontos na média. Para quem mira a toga, o recado é direto: a nota que bastava ontem pode não bastar mais.
As notas de corte não param de subir
Levantamentos com dados de universidades federais mostram cursos de Direito exigindo entre 780 e pouco mais de 800 pontos de média para os turnos mais concorridos, como matutino e integral. Universidades do Centro-Oeste, do Sul e do Nordeste aparecem entre as que mais aumentaram a exigência de um ano para o outro, reflexo direto do crescimento de candidatos disputando o mesmo número de vagas. Um curso que já era símbolo de prestígio social virou também símbolo de concorrência: cada décimo de ponto separa aprovados de quem fica na lista de espera.
Onde a nota de Direito se decide
Diferente de cursos de Exatas, o desempenho de quem mira Direito costuma se decidir na combinação entre Linguagens, Ciências Humanas e Redação — áreas ligadas à leitura e à argumentação, historicamente valorizadas pelo curso. Isso não significa relaxar em Matemática ou Ciências da Natureza: a TRI penaliza quem erra muito nas questões fáceis, mesmo acertando as difíceis em outra área. Mas quem mira Direito sabe que interpretação de texto e redação nota alta funcionam como alicerce da aprovação, e um deslize ali custa caro demais para ser negligenciado.
O peso do cursinho caro na conta
Cursinhos preparatórios voltados para os vestibulares de Direito mais concorridos cobram mensalidades que, ao longo de um ano, somam milhares de reais — muitas vezes fora do alcance de quem mais precisaria de reforço. A alternativa que esses cursinhos raramente oferecem com a mesma intensidade é o treino massivo com questões que já caíram em edições anteriores do ENEM, o mesmo material que serve de referência para a prova seguinte. Repetir esse padrão de questão, sem o custo alto do cursinho tradicional, reduz boa parte da vantagem que antes só dinheiro garantia.
Como aproveitar as semanas que restam
Com a prova em novembro, ainda há tempo de reação, mas ele encolhe rápido. O caminho mais eficiente agora é simulado completo semanal, cronometrado, seguido de revisão linha a linha dos erros — sobretudo em Linguagens e Humanas, que pesam tanto na nota de quem mira Direito. Nas últimas semanas, quem historicamente sobe de faixa é quem transforma cada simulado em diagnóstico, ataca o ponto fraco identificado e chega ao dia da prova já acostumado ao ritmo e à pressão do tempo.
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